
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Pôster-Poema "Para Onde?"

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Agenda L'Imperatrice MMX
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
O Mercador de Lã

Em O Mercador de Lã, Frei Matthew, que ficou famoso no livro O Monge Inglês, embarca em mais uma aventura na Europa do século XIII. A italiana Valeria Montaldi, autora da obra, é apontada como um dos maiores nomes do romance histórico de seu país. A riqueza e complexidade na criação do protagonista fizeram com que ele fosse comparado ao Monge William de Baskerville em O Nome da Rosa, de Umberto Eco.
Frei Matthew deixa seu monastério na Inglaterra e parte
em uma longa viagem pela Europa do século XIII. Carrega
consigo uma terrível profecia e o remorso por ter oferecido
proteção a uma mulher acusada de bruxaria.
Depois de cruzar o caminho de prostitutas, ladrões e
mercadores, ele chega a Felik, uma pequena comunidade
germânica nos Alpes.
A cidade está envolta em uma atmosfera sinistra e seus
habitantes são frios e indiferentes. Até o dia em que uma
neve espessa, tingida de vermelho, começa a cair....
sábado, 2 de janeiro de 2010
A Imperatriz
Meu auto-retrato
...enfim me concedi um tempo para fazer meu auto-retrato, e para acompanhá-lo, o lindo poema do poeta luso Marco Ramos:Quando com pena e papel eu me esboço
Tento me definir em traço sob traço
E me vejo surgir num perfil meio tosco
Como uma peça que fora entalhada a maço...
Então redefino os meus paralelos
Em linhas bem fortes e escuras
Refazendo a minha corrente, elo por elo
Que foram quebrados por minhas danuras...
Mas se me faltar borracha para apagar o erro
Então risco e rabisco, fazendo-me borrão
E finjo-me ser a noite apontando por de traz do cerro
Ou uma nuvem negra, entre as nuvens de algodão...
Então se me faço nuvem, que venha a chuva
E em riscos tortos, faço-me chover no papel
Inundando as variantes destes bucuvas
Até que eu possa me estiar do céu...
Então me volto a desenhar as margens
Definindo minha cabeça, pés e mãos
E na assimetria da minha auto-imagem
Percebo que não cheguei a perfeição...
Então se me ver como um novo mapa
Serei igualmente torto como suas linhas
Mas terei escalas com as medidas exatas
Encontrando-me nas partes que tu sublinhas...
Meu auto-retrato se transforma a seguir
Nas helicoidais, diagonais, linhas em que posso me ver
Penas e grafites que demarcam o meu ir e vir
Neste papel onde eu posso me reconhecer...
Mas se como um desenho rupestre, você me definir
E na minha desenvoltura não encontrares a métrica
Digo que sou como um quadro que está a evoluir
Rabiscando-me até encontrar a minha parte geométrica...
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
sábado, 5 de dezembro de 2009
Ilustração do poema "Dente de Leão" de Violett

domingo, 22 de novembro de 2009
O Tempo
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Blogagem Coletiva pela Gentileza

Gentileza Gera Gentileza é uma ação social, criada para espalhar as mensagens de amor e paz deixadas originalmente por José Datrino, o Profeta Gentileza.
Resgatada por empresários cariocas, a iniciativa quer também trazer de volta valores esquecidos como a solidariedade e o respeito ao próximo, incentivando a adoção de pequenos atos de gentileza, ao alcance de todos nós. A idéia é que, estes pequenos atos, se praticados no dia a dia, por uma grande quantidade de pessoas, tenham um efeito multiplicador fantástico e possam melhorar a vida de todos nós.
Navegue, participe, contagie-se! Espalhe gentileza por onde você estiver!
terça-feira, 10 de novembro de 2009
A Sacerdotisa...
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Ilustração para diário poético de Laura
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
....e voilà: O Mago.
E enfim, meus personagens começaram à abrir os olhinhos...talvez seja por isso que ele tenha ficado com esta carinha de sono...ou será serenidade?!
:)
sábado, 3 de outubro de 2009
Concurso Arte Voadeira "O Que Me Inspira Delicadeza..."

A melhor frase irá ganhar uma aquarela original pintada por mim, 30x25cm, em papel especial, personalizada de acordo com o tema proposto ganhador.
Deixe registrado seu texto aqui em "comentários", com até 6 linhas.
Os comentários serão liberados após aprovação, então demora um pouquinho para aparecer aqui, mas todos constarão. Não precisa enviar duas vezes, ok?!
O encerramento será dia 15 de novembro de 2.009.
O envio será por minha conta dentro do território nacional.
Inspire-se e escreva!
Boa sorte!!!
Beijos
Adriana Carvalho
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Ilustração para diário de Mariene - Aquarela e técnicas mistas
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Meu doce Louco...

terça-feira, 15 de setembro de 2009
Passo a passo de uma ilustração que fiz para o diário de Nayara *Pandora*
Selo "O teu blog merece ser filmado!"

sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Selo "Seu Blog é Mágico"
Como é bom a gente ficar longe da net uns dias e ao voltar, encontrar coisas tão carinhosas como os selos de amizade...Muito grata caro amigo Viajante "de além mar" à quem admiro muito e que sempre posta coisas interessantes e deliciosas de se ler.
Então vou encaminhar este Selo Mágico com muito carinho e admiração para algumas pessoas que considero verdadeiramente Mágicas:
Luciana Onofre é um caso difícil...ela possue tantos blogs, e todos tão bons que fica difícil escolher apenas um...mas escolho para este selo o Crianças Pagãs por ter a cara dele.
Emanuel e seu blog Conversas Cartomânticas, que é uma pessoa incrível, com um talento e uma sensibilidade fantásticas e cujas análises valem a pena a gente gastar horas lendo.
Meu amigo Zé Carlos, com seu blog Almas Douradas...outro que vale a pena ler (de preferência acompanhado de um bom chocolate quente...)
Lúcia Helena com seu Arboretto, simplesmente porque a Natureza é Mágica.
IoMind com seu Jardim encantado.
Respondendo às questões:
Musica mágica: Shanti Mantra - Ravi Shankar
Filme mágico: As sete faces do Dr. Lao
Viagem mágica: Viagem astral
Maquilhagem mágica: A das gueixas
Abraços à todos!
Adriana Carvalho
terça-feira, 18 de agosto de 2009
terça-feira, 11 de agosto de 2009
sexta-feira, 31 de julho de 2009
Aquarela poética (para Cecília) criada para capa de diário.
Mariposas, jasmins, tinhorões, vaga-lumes
E minha avó cantava e cosia.
Minha vida começa num vergel colorido,
Cecília Meireles
E se eu disser que os rios cantam,
Não é porque eu julgue que há sorrisos nas flores
E cantos no correr dos rios...
É porque assim faço mais sentir aos homens falsos
A existência verdadeiramente real das flores e dos rios.
Porque escrevo para eles me lerem sacrifico-me às vezes
À sua estupidez de sentidos...
Não concordo comigo mas absolvo-me,
Porque só sou essa cousa séria, um intérprete da Natureza,
Porque há homens que não percebem.
Fernando Pessoa "Alberto Caeiro"
"Aninha" Cora Coralina
Do meu barro primeiro veio o homem.
De mim veio a mulher e veio o amor.
Veio a árvore, veio a fonte.
Vem o fruto e vem a flor.
Eu sou a fonte original de toda vida.
Sou o chão que se prende à tua casa.
Sou a telha da coberta de teu lar.
A mina constante de teu poço.
Sou a espiga generosa de teu gadoe certeza tranqüila ao teu esforço.
Sou a razão de tua vida.
De mim vieste pela mão do Criador,
e a mim tu voltarás no fim da lida.
Só em mim acharás descanso e Paz.
Eu sou a grande Mãe Universal.
Tua filha, tua noiva e desposada.
A mulher e o ventre que fecundas.S
ou a gleba, a gestação, eu sou o amor.
A ti, ó lavrador, tudo quanto é meu.
Teu arado, tua foice, teu machado.
O berço pequenino de teu filho.
O algodão de tua veste
e o pão de tua casa.
E um dia bem distantea mim tu voltarás.
E no canteiro materno de meu seio
tranqüilo dormirás.
Plantemos a roça.
Lavremos a gleba.
Cuidemos do ninho,
do gado e da tulha.
Fartura teremos
e donos de sítio
felizes seremos.
Cora Coralina
terça-feira, 14 de julho de 2009
Homem Verde

terça-feira, 30 de junho de 2009
Diário de Bintou - a menina Yorubá



Poema de uma criança africana. Esse poema foi eleito pela ONU como o melhor poema de 2006. Escrito por uma criança africana.
domingo, 21 de junho de 2009
sábado, 6 de junho de 2009
terça-feira, 19 de maio de 2009
Mais um casal...
Para a deusa dos amores,
Que além espera por mim.
Já tenho cravos cheirosos,
Não-me-deixes primorosos
E o branco e puro jasmim.
Tenho violetas dobradas,
Estas cravinas rajadas
E o fragrante mogorim:
Para ornar o ramalhete,
Tenho a sécia, o alfinete
E um galhinho de alecrim.
Só a rosa aqui me falta,
Que só ela me esmalta
Este tão lindo jardim!
Mas também para que rosas!
Se as tem nas faces mimosas
E em seus lábios de cetim!"
Gonçalves de Magalhães


" Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que a minha boca tem pra te dizer!
São talhados em mármore de Paros
Cinzelados por mim pra te oferecer. "
Florbela Espanca
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Sobre Sabedoria e Simplicidade
Maio.
Mais uma primavera que chega para mim nos braços do inverno. E para comemorar mais alguns bem-vindos fios de cabelos brancos, escolhi este texto, que é um dos meus prediletos, escrito por Rubem Alves, que fala com aquela simplicidade mesclada com sabedoria própria de sua mineirice, justamente sobre Sabedoria e Simplicidade – coisas tão raras, mas que (acreditem!) ainda existem.
Dedico este texto à meu marido (Júlio), que me resgatou do mundo da multiplicidade e me ensinou a alegria e a ternura da simplicidade.

"(...)
No crepúsculo, quando a noite se aproxima, o vôo dos pássaros fica diferente. Em nada se parece com o seu vôo pela manhã. Já observaram o vôo das pombas ao fim do dia? Elas voam numa única direção. Voltam para casa, ninho. As aves ao crepúsculo, são simples. Simplicidade é isso: quando o coração busca uma coisa só.
Na multiplicidade nos perdemos: ignoramos o nosso desejo. Movemo-nos fascinados pela sedução das dez mil coisas. Acontece que, como diz o segundo poema do Tao-Te-Ching, “as dez mil coisas aparecem e desaparecem sem cessar”. O caminho da multiplicidade é um caminho sem descanso. Cada ponto de chegada é um ponto de partida. Cada reencontro é uma despedida. É um caminho onde não existe casa ou ninho.
O caminho da ciência e dos saberes é o caminho da multiplicidade. Não há fim para as coisas que podem ser conhecidas e sabidas. O mundo dos saberes é um mundo de somas sem fim. É um caminho sem descanso para a alma. Não há saber diante do qual o coração possa dizer: “Cheguei, finalmente, ao lar”. Saberes não são lar. São, na melhor das hipóteses, tijolos para se construir uma casa. Mas os tijolos, eles mesmo, nada sabem sobre a casa. Os tijolos pertencem à multiplicidade. A casa pertence à simplicidade: uma única coisa.
Diz o Tao-Te-Ching: “Na busca do conhecimento a cada dia se soma uma coisa. Na busca da sabedoria a cada dia se diminui uma coisa.”
Diz T.S.Eliot: “Onde está a sabedoria que perdemos no conhecimento?”
Diz Manoel de Barros: “Quem acumula muita informação perde o condão de adivinhar. Sábio é o que adivinha.”
Sobre a sabedoria Nietzsche diz o seguinte: “A palavra grega que designa o sábio se prende, etimologicamente, a sapio, eu saboreio, sapiens, o degustador, sisyphus, o homem do gosto mais apurado”. A sabedoria é, assim, a arte de degustar, distinguir, discernir.
O homem dos saberes, diante da multiplicidade, “precipita-se sobre tudo o que é possível saber, na cega avidez de querer conhecer a qualquer preço”. Mas o sábio está à procura das “coisas dignas de serem conhecidas”.
Imagine um bufê: sobre a mesa enorme da multiplicidade, uma infinidade de pratos. O homem dos saberes, fascinado pelos pratos, se atira sobre elas: quer comer tudo. O sábio, ao contrário, pára e pergunta ao seu corpo: “De toda essa multiplicidade, qual é o prato que vai lhe dar prazer e alegria?” E assim, depois de meditar, escolhe um...
A sabedoria é a arte de reconhecer e degustar a alegria. Nascemos para a alegria. Não só nós. Diz Bachelard que o universo inteiro tem um destino de felicidade.
O Vinícius escreveu um lindo poema com o título de Resta...
Já velho, tendo andado pelo mundo da multiplicidade ele olha para trás e vê o que restou: o que valeu a pena. “Resta esse coração queimando como um círio numa catedral em ruínas...” “Resta essa capacidade de ternura...” “Resta esse antigo respeito pela noite...” “Resta essa vontade de chorar diante da beleza...”. Vinícius vai, assim, contado as vivências que lhe deram alegria. Foram elas que restaram.
As coisas que restam sobrevivem num lugar da alma que se chama saudade. A saudade é o bolso onde a alma guarda aquilo que ela provou e aprovou. Aprovadas foram as experiências que deram alegria. O que valeu a pena está destinado à eternidade. A saudade é o rosto da eternidade refletido no rio do tempo. É para isso que necessitamos dos deuses, para que o rio do tempo seja circular. Oramos para que aquilo que se perdeu no passado seja devolvido no futuro. Acho que Deus não se incomodaria se nós o chamássemos de Eterno Retorno: pois é só isso que pedimos dele, que as coisas da saudade retornem.
Ando pelas cavernas da minha memória. Há muitas coisas maravilhosas: cenários, lugares, alguns paradisíacos, outros estranhos e curiosos, viagens, eventos que marcaram o tempo da minha vida, encontros com pessoas notáveis. Mas essas memórias, a despeito do seu tamanho, não me fazem nada. Não sinto vontade de chorar. Não sinto vontade de voltar.
Aí eu consulto o meu bolso da saudade. Lá se encontram pedaços do meu corpo, alegrias. Observo atentamente, e nada encontro que tenha brilho no mundo da multiplicidade. São coisas pequenas, que nem foram notadas por outras pessoas: cenas, quadros: um filho menino empinando uma pipa na praia; noite de insônia e medo num quarto escuro, e do meio da escuridão a voz de um filho que diz: “Papai, eu gosto muito de você!”; filha brincando com uma cachorrinha que já morreu (chorei muito por causa dela, a Flora); menino andando a cavalo, antes do nascer do sol, em meio ao campo perfumado de capim-gordura; um velho, fumando cachimbo, contemplando a chuva que cai sobre as plantas e dizendo: “Veja como estão agradecidas!”. Amigos. Memórias de poemas, de estórias, de músicas.
Diz Guimarães Rosa que “felicidade só em raros momentos de distração...” Certo. Ela vem quando não se espera, em lugares que não se imagina. É como o vento: sopra onde quer, não sabes donde vem nem para onde vai...Sabedoria é a arte de provar e degustar a alegria, quando ela vem. Mas só dominam essa arte aqueles que têm a graça da simplicidade. Porque a alegria só mora nas coisas simples."
Rubem Alves - Trecho extraído do livro Concerto para Corpo e Alma – Sobre Simplicidade e Sabedoria
quarta-feira, 6 de maio de 2009
sexta-feira, 17 de abril de 2009
Senhora dos pássaros
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Diários feitos à mão, em papel craft, com personagens criados para Fernando Pessoa e Cecília Meireles
Diário - Homenagem à Cecília Meireles e Fernando Pessoa


Apesar das dolorosas circunstâncias ocorridas na infância de Cecília, ela lembrava sua infância de menina sozinha, que aprendia a cultivar como dons o silêncio e a solidão, como uma época maravilhosa – um fecundo tempo de aprendizado da realidade, o armazenamento de memórias, impressões e sensações que perdurariam, dando-lhe material de sua imensa obra (“Grande aula, a do silêncio”).
Em poesia, sintetizava:
‘É mal de família ser de areia, de água, de ilha”
Pessoa me fascina há tempos...através da expressão poética de sua luta interior, ao qual chamava "A Noite Escura da Alma" e depois ao se encontrar através do conhecimento teosófico, ele me encantou quando li seu prefácio na obra de Helena Blavatsk - A Voz do Silêncio.
Há dois anos, depois de já trabalhar com o personagem menina de Cora "Aninha", havia criado também os personagens meninos de Cecília Meireles e Fernando Pessoa, mas que ficaram engavetados este tempo todo, talvez respirando um pouco da solidão dos poetas no fundo de minha gaveta, até que me deparei com este desejo de Cecília de ser vista como uma “criança antiga”.
Então chegou a hora, pois sinto que eles me pedem para respirar novos ares e através desta ponte, eles nunca mais serão sós...
quinta-feira, 26 de março de 2009
O Louco à luz de um poema de Cecília Meirelles

sábado, 21 de março de 2009

segunda-feira, 16 de março de 2009
Era uma vez...O Gato e o Escuro (Mia Couto)
- Nunca atravesse a luz para o lado de lá.Essa era a aflição dela, que o seu menino passasse além do pôr de algum Sol. O filho dizia que sim, acenava consentindo.
- Não chore, gatinho.- Quem é?- Sou eu, o escuro. Eu é que devia chorar porque olho tudo e não vejo nada.
Não era de sentir pena? Por exemplo, ele se entristecia de não enxergar os lindos olhos do bichano. Nem os seus mesmo ele distinguia, olhos pretos em corpo negro. Nada, nem a cauda nem o arco tenso das costas. Nada sobrava de sua anterior gateza.
E o escuro, triste, desabou em lágrimas.
- Pois eu dou licença a teus olhos: fiquem verdes, tão verdes que amarelos.
- Sou feio. Não há quem goste de mim.
- Como posso ser seu filho se eu nem sou gato?
E o escuro sacudiu o corpo e sentiu a cauda, serpenteando o espaço. Esticou a perna e viu brilhar as unhas, disparadas como repentinas lâminas. O Pintalgato até se arrepiou, vendo um irmão tão recente.
Ante a luz, porém, seus olhos todos se amarelavam, claros e luminosos, salvo uma estreitinha fenda preta.
quinta-feira, 12 de março de 2009
O famoso Beco do Quebra-Bunda-MA

Rua do Veado - Hoje Rua Barão de Itapay.
Beco do Quebra-bunda, Montanha Russa ou Rua da Inveja são outras das tantas curiosas ruas desta capital."
quinta-feira, 5 de março de 2009
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

E pela primeira vez no Universo eu reparo
Que as borboletas não têm perfume cor nem movimento,
Assim como as flores não têm perfume nem cor.
A cor é que tem cor nas asas da borboleta,
No movimento da borboleta o movimento é que se move,
O perfume é que tem perfume no perfume da flor.
A borboleta é apenas borboleta
E a flor é apenas flor."
Fernando Pessoa
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Prêmio al Blog Amigo
Recebemos mais um mimo da querida amiga Luciana http://sementeperegrina.blogspot.com/Obrigada pelo carinho!!
Prêmio Dardos

Fico lisonjeada pela indicação de nosso blog ao Prêmio Dardos. Indicação de nossa querida amiga Luciana Onofre http://criancapaga.blogspot.com/
O que é o Prêmio Dardos?
"Com o Prêmio Dardos reconhecem-se os valores que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, éticos,literários, pessoais, etc. que, em suma, demonstram a sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre as suas letras, entre as suas palavras. Esses selos foram criados com a intenção de promover a confraternização entre os blogueiros, uma forma de demonstrar carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web.”
E como regra, indico os blogs amigos de seres que sonham com um mundo mais culto, fraternal, verdadeiro e rico.
Atendendo as etapas:
1. Aceitar exibir a distinta imagem do Selo e cumprir as regras.
2. Linkar o blog do qual recebeu o prémio.
3. Escolher pelo menos 15 blogs para entregar o Prêmio Dardos.
Abaixo:
http://www.aartedolivro.blogspot.com/
http://www.sementeperegrina.blogspot.com/
http://www.artesanatopagao.ning.com/
http://www.espinhodepequi.blogspot.com/
http://www.ordemdospoetas.blogspot.com/
http://www.terrapaganus.ning.com/
http://www.universoecofeminino.blogspot.com/
http://www.stregheriapratica.blogspot.com/
http://www.artesanatopagao.ning.com/
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
domingo, 25 de janeiro de 2009
O sonho
...um pouco mais de "Ouro"
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
domingo, 28 de setembro de 2008
segunda-feira, 14 de abril de 2008

Magoa-me a saudade
do sobressalto dos corpos
sói-me a distante lembrança
do teu vestido caindo aos nossos pés
Magoa-me a saudade
como o sal ocupa o mar
como a luz recolhendo-se
nas pupilas desatentas
Seja eu de novo a tua sombra, teu desejo,
tua noite sem remédio
tua virtude, tua carência
eu
que longe de ti sou fraco
eu
que já fui água, seiva vegetal
sou agora gota trémula, raiz exposta
Traz de novo, meu amor,
a transparência da água
dá ocupação à minha ternura vadia
mergulha os teus dedos
no feitiço do meu peito
e espanta na gruta funda de mim
os animais que atormentam o meu sono
Mia Couto






































