quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Os Livros da Gisela

Livro de Assinaturas de Gisela e Alexandre e...

Livro de Receitas da Gisela








Pôster-Poema "Para Onde?"

...para o escritor, ator, poeta, jornalista e amigo, Heitor H. de Andrade


O Tempo
está correndo
celeremente
Para
onde
ele está indo?
E nós
estamos
dentro dele.
Para Onde? Heitor Humberto de Andrade

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Agenda L'Imperatrice MMX












Para este ano, o Arte Voadeira estará confeccionando a Agenda L'Imperatrice MMX, que leva na capa a ilustração do arcano A Imperatriz, regente do ano de 2.010.

A capa destas foi feita com papel pérsico na cor pistache, também com opção das cores âmbar e açafrão, cereja e anil . As ilustrações podem vir na cor Sépia ou colorida conforme o original.
Leva na contra-capa o calendário lunar 2.010 dividido em dois semestres com fragmentos de nossas ilustrações, que vai se desdobrando em cascateamento como uma pequena brincadeira para começar bem leve o ano... costura grega e fechamento com fitas.

O miolo é de agenda padrão completa.

Valor: R$ 68,00 + postagem.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

O Mercador de Lã


Caros amigos, o Arte Voadeira em parceria com o Núcleo da Idéia Comunicação tem o prazer de apresentar o novo livro de Valeria Montaldi, O Mercador de Lã.

Apresentação
Em O Mercador de Lã, Frei Matthew, que ficou famoso no livro O Monge Inglês, embarca em mais uma aventura na Europa do século XIII. A italiana Valeria Montaldi, autora da obra, é apontada como um dos maiores nomes do romance histórico de seu país. A riqueza e complexidade na criação do protagonista fizeram com que ele fosse comparado ao Monge William de Baskerville em O Nome da Rosa, de Umberto Eco.
Sinopse
Frei Matthew deixa seu monastério na Inglaterra e parte
em uma longa viagem pela Europa do século XIII. Carrega
consigo uma terrível profecia e o remorso por ter oferecido
proteção a uma mulher acusada de bruxaria.
Depois de cruzar o caminho de prostitutas, ladrões e
mercadores, ele chega a Felik, uma pequena comunidade
germânica nos Alpes.
A cidade está envolta em uma atmosfera sinistra e seus
habitantes são frios e indiferentes. Até o dia em que uma
neve espessa, tingida de vermelho, começa a cair....

Nosso blog estará sorteando um exemplar do livro aos nossos seguidores, enquanto isso...você pode participar de suas redes sociais nos seguintes endereços:




Uma excelente leitura!!!

sábado, 2 de janeiro de 2010

A Imperatriz


Nada melhor do que iniciar 2010 * O Ano da Imperatriz * com uma homenagem à própria...
Impero em mim.
Sou eu, o outro e nosso filho.
Plena e viva,
contenho e abraço
as forças do mundo
Poema Impero * Bete

Agradecimentos

...aos queridos amigos por seus gestos de amizade. Feliz 2010 para todos!!!

Meu auto-retrato

...enfim me concedi um tempo para fazer meu auto-retrato, e para acompanhá-lo, o lindo poema do poeta luso Marco Ramos:

Quando com pena e papel eu me esboço
Tento me definir em traço sob traço
E me vejo surgir num perfil meio tosco
Como uma peça que fora entalhada a maço...

Então redefino os meus paralelos
Em linhas bem fortes e escuras
Refazendo a minha corrente, elo por elo
Que foram quebrados por minhas danuras...

Mas se me faltar borracha para apagar o erro
Então risco e rabisco, fazendo-me borrão
E finjo-me ser a noite apontando por de traz do cerro
Ou uma nuvem negra, entre as nuvens de algodão...

Então se me faço nuvem, que venha a chuva
E em riscos tortos, faço-me chover no papel
Inundando as variantes destes bucuvas
Até que eu possa me estiar do céu...

Então me volto a desenhar as margens
Definindo minha cabeça, pés e mãos
E na assimetria da minha auto-imagem
Percebo que não cheguei a perfeição...

Então se me ver como um novo mapa
Serei igualmente torto como suas linhas
Mas terei escalas com as medidas exatas
Encontrando-me nas partes que tu sublinhas...

Meu auto-retrato se transforma a seguir
Nas helicoidais, diagonais, linhas em que posso me ver
Penas e grafites que demarcam o meu ir e vir
Neste papel onde eu posso me reconhecer...

Mas se como um desenho rupestre, você me definir
E na minha desenvoltura não encontrares a métrica
Digo que sou como um quadro que está a evoluir
Rabiscando-me até encontrar a minha parte geométrica...
Poema Meu auto-retrato de Marco Ramos

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Para minha grande amiga, a zen mais doceira do mundo...monja Lea.


sábado, 5 de dezembro de 2009

Ilustração do poema "Dente de Leão" de Violett







Dente de Leão, bravo como o nome,





Simples como é em sua forma de ser





Tão delicada que não faz jus ao nome





Em tão delicada forma de ser





que vem ao vento se perder





Violett (frase/poema ganhador do concurso Arte Voadeira "O Que Me Inspira Delicadeza")



domingo, 22 de novembro de 2009

O Tempo

Adriana Carvalho 2009 (preparando-se para 2010...)
Deixo os versos que escrevi,
As cantigas que cantei,
Cinco ou seis coisas que eu sei
E um milhão que eu esqueci.
Deixo este mundo daqui,
Selva com lei de cassino;
Vou renascer num menino,
Num país além do mar...
Licença, que eu vou rodar
No carrossel do destino.
Enquanto eu puder viver
Tudo o que o coração sente,
O tempo estará presente
Passando sem resistir.
Na hora que eu for partir
Para as nuvens do divino,
Que a viola seja o sino
Tocando pra me guiar...
Licença,que eu vou rodar
No carrossel do destino.
Romances e epopéias
Me pedindo pra brotar
E eu tangendo devagar
A boiada das idéias.
Sempre em busca das colméias
Onde brota o mel mais fino,
E um só verso, pequenino,
Mas que mereça ficar...
Licença, que eu vou rodar
No carrossel do destino.
*
Poema Carrossel do Destino de Antônio Nóbrega, encontrado na página de Mário Pirata.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Blogagem Coletiva pela Gentileza



Hoje, 13 de novembro de 2.009, o Arte Voadeira forma mais um elo à iniciativa de nossa querida amiga Luciana Onofre do Criança Pagã para uma Blogagem Coletiva sobre algo tão simples e ao mesmo tempo tão distante e ausente no dia-a-dia de muitas pessoas hoje em dia, a Gentileza.

Não é por acaso que costumo voltar meus personagens para o passado, não um passado utópico, pois que certamente havia injustiças e sofrimentos como sempre há, mas havia algo que norteava a vida das pessoas, eram os Valores, eram os Princípios, o respeito ao próximo e a si mesmo, o Amor terno...

José Datrino, mais conhecido como Profeta Gentileza foi uma dessas pessoas que provavelmente viveu ou melhor, pegou um sobejo daquele tempo de princípios e valores e não foi à toa que tenha resolvido dar um novo sentido à sua própria vida, disceminando o amor, a solidariedade e a gentileza em meio ao caos paulistano (eu sei como é...sou paulista).

Minha bisavó dizia que "haveria de chegar um dia em que de tanto crescer os monturos, haveria de rebaixar os montes..."

Com outras palavras, ela dizia que haveria de chegar um dia em que a maldade, a corrupção e o poder seriam tão grandes, que o homem sentiria vergonha de ser honesto..."

A missão do Profeta Gentileza foi resgatar esses antigos sentimentos adormecidos no ser humano, como poeta da vida e como poucos hoje em dia.


Gentileza Gera Gentileza


Gentileza Gera Gentileza é uma ação social, criada para espalhar as mensagens de amor e paz deixadas originalmente por José Datrino, o Profeta Gentileza.
Resgatada por empresários cariocas, a iniciativa quer também trazer de volta valores esquecidos como a solidariedade e o respeito ao próximo, incentivando a adoção de pequenos atos de gentileza, ao alcance de todos nós. A idéia é que, estes pequenos atos, se praticados no dia a dia, por uma grande quantidade de pessoas, tenham um efeito multiplicador fantástico e possam melhorar a vida de todos nós.


Navegue, participe, contagie-se! Espalhe gentileza por onde você estiver!


terça-feira, 10 de novembro de 2009

A Sacerdotisa...

preferi não representá-la como uma "Papisa", ou seja, sem a coroa tríplice do papado. Também não a coloquei em um "Trono", mas em algo que lembre uma ponte entre a terra e a água, a fonte de água que forma todas as coisas vivas, visíveis e invisíveis.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Ilustração para diário poético de Laura




No mistério do Sem-Fim,



equilibra-se um planeta.



E, no planeta, um jardim,



e, no jardim, um canteiro;



no canteiro, uma violeta,



e, sobre ela, o dia inteiro,



entre o planeta e o Sem-Fim,



a asa de uma borboleta.






Cecília Meireles


Ilustração para Álbum de fotos de Juanita, das terras mágicas da Galícia.
















quinta-feira, 8 de outubro de 2009

....e voilà: O Mago.

E enfim, meus personagens começaram à abrir os olhinhos...
talvez seja por isso que ele tenha ficado com esta carinha de sono...ou será serenidade?!
:)

sábado, 3 de outubro de 2009

Concurso Arte Voadeira "O Que Me Inspira Delicadeza..."


Queridos amigos que acompanham este espaço, é com muito prazer que lhes convido a participar de nosso 1° Concurso "O Que Me Inspira Delicadeza...".



A melhor frase irá ganhar uma aquarela original pintada por mim, 30x25cm, em papel especial, personalizada de acordo com o tema proposto ganhador.



Deixe registrado seu texto aqui em "comentários", com até 6 linhas.

Os comentários serão liberados após aprovação, então demora um pouquinho para aparecer aqui, mas todos constarão. Não precisa enviar duas vezes, ok?!



O encerramento será dia 15 de novembro de 2.009.



O envio será por minha conta dentro do território nacional.



Inspire-se e escreva!



Boa sorte!!!



Beijos



Adriana Carvalho

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Ilustração para Caderno de Viagem de Rafael


Aquarela e técnicas mistas

Ilustração para diário de Mariene - Aquarela e técnicas mistas





"Enfeite-se com margaridas e ternuras


E escove a alma com flores


Com leves fricções de esperança


De alma escovada e coração acelerado


Saia do quintal de si mesmo


E descubra o próprio jardim..."




Carlos Drummond de Andrade

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Meu doce Louco...




É...eu estava pensando em confeccionar um tarô um pouco mais "sério"...mas um belo dia ele (o louco) me pegou e exigiu que eu o desenhasse assim...e como ele veio de mãos dadas com o mago, não pude resistir.


Eu havia assistido ao filme "O Violino Vermelho" um dia antes, e sonhei nesta noite com as cartas...no dia seguinte a imagem saltou para o papel assim, sem possibilidade de apelação.

Detalhe: só percebi que os braços do Louco formavam a leminiscata junto com as cordas do violino no momento em que comecei a aquarela, não havia percebido antes, então ficou assim.


Embora a leminiscata seja sempre usada nas cartas do Mago e da Força e eu nunca a tinha visto na do Louco, acredito que não seja de todo sem propósito, uma vez que o Louco seja a própria essência da Eterna Viagem, que inicia ou termina com ele. De toda forma, aceito opiniões...


Da próxima vez posto meu Mago. Espero que gostem.


terça-feira, 15 de setembro de 2009

Passo a passo de uma ilustração que fiz para o diário de Nayara *Pandora*




Selo "O teu blog merece ser filmado!"



Recebi este selo desta pessoa especialíssima que é o Emanuel do Conversas Cartomânticas.
Muito, muito obrigada Emanuel!! Obrigada pela menção.
Quanto às 5 cenas que gostaria de ver passar em câmera lenta, aqui vai:
1. quando finalmente aprendi a ler...me lembro exatamente como foi porque já estava bem atrasada com relação ao resto da turma, porque quando eu tinha 7 anos passava mais tempo no hospital internada por causa de uma bronquite que me acompanhou por muitos e muitos anos.
2. o 1º beijo (...sem detalhes...rsss)
3. quando fui reconhecida pela primeira vez por meu trabalho artístico em uma escola de artes.
4. quando "despertei" da loucura que era a vida na urbe, por mais que você ganhe bem...não compensa. Larguei tudo e virei bicho-do-mato. rsss
5. o momento em que "reencontrei" o Júlio (meu marido há 8 anos...) e olhei nos olhos dele depois de tantas e tantas vidas...:)
Quanto aos blogs que gostaria de repassar este selo, considero os mesmos mencionados no post anterior...até porque, demorei um pouquinho para poder postar este aqui, mas recebí-os no mesmo dia, então...fica assim.
Beijos à todos!

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Selo "Seu Blog é Mágico"

Como é bom a gente ficar longe da net uns dias e ao voltar, encontrar coisas tão carinhosas como os selos de amizade...


Muito grata caro amigo Viajante "de além mar" à quem admiro muito e que sempre posta coisas interessantes e deliciosas de se ler.


Então vou encaminhar este Selo Mágico com muito carinho e admiração para algumas pessoas que considero verdadeiramente Mágicas:


Luciana Onofre é um caso difícil...ela possue tantos blogs, e todos tão bons que fica difícil escolher apenas um...mas escolho para este selo o Crianças Pagãs por ter a cara dele.

Emanuel e seu blog Conversas Cartomânticas, que é uma pessoa incrível, com um talento e uma sensibilidade fantásticas e cujas análises valem a pena a gente gastar horas lendo.

Meu amigo Zé Carlos, com seu blog Almas Douradas...outro que vale a pena ler (de preferência acompanhado de um bom chocolate quente...)

Lúcia Helena com seu Arboretto, simplesmente porque a Natureza é Mágica.

IoMind com seu Jardim encantado.

Respondendo às questões:
Musica mágica: Shanti Mantra - Ravi Shankar
Filme mágico: As sete faces do Dr. Lao
Viagem mágica: Viagem astral
Maquilhagem mágica: A das gueixas

Abraços à todos!
Adriana Carvalho

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Técnica Mista

Estou gostando muito de misturar diversas técnicas...não mais somente grafite ou nankim ou aquarela...uma mistura de todos, como este aqui:

"Casa sem jardim

Nada detém a primavera

Flores nascem em mim"


Hai-Kai de Fred Maia

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Caderno de receitas de Fernanda










“Minhas mãos doceiras

Jamais ociosas

Fecundas imensas e ocupadas.

Mãos laboriosas

Abertas sempre para dar,

ajudar, unir e abençoar”

Cora Coralina

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Aquarela poética (para Cecília) criada para capa de diário.




Mariposas, jasmins, tinhorões, vaga-lumes
moravam nos jardins sussurrantes e eternos.

E minha avó cantava e cosia.
Cantava canções de mar e de arvoredo, em língua antiga.
E eu sempre acreditei que havia música em seus dedos
e palavras de amor em minha roupa escritas.

Minha vida começa num vergel colorido,
por onde as noites eram só de luar e estrelas.
Levai-me aonde quiserdes! – aprendi com as primaveras a deixar-me cortar
e a voltar sempre inteira.

Cecília Meireles

Se às vezes digo que as flores sorriem
E se eu disser que os rios cantam,
Não é porque eu julgue que há sorrisos nas flores
E cantos no correr dos rios...
É porque assim faço mais sentir aos homens falsos
A existência verdadeiramente real das flores e dos rios.

Porque escrevo para eles me lerem sacrifico-me às vezes
À sua estupidez de sentidos...
Não concordo comigo mas absolvo-me,
Porque só sou essa cousa séria, um intérprete da Natureza,
Porque há homens que não percebem.

Fernando Pessoa "Alberto Caeiro"

"Aninha" Cora Coralina




Eu sou a terra, eu sou a vida.
Do meu barro primeiro veio o homem.
De mim veio a mulher e veio o amor.
Veio a árvore, veio a fonte.
Vem o fruto e vem a flor.
Eu sou a fonte original de toda vida.
Sou o chão que se prende à tua casa.
Sou a telha da coberta de teu lar.
A mina constante de teu poço.
Sou a espiga generosa de teu gadoe certeza tranqüila ao teu esforço.
Sou a razão de tua vida.
De mim vieste pela mão do Criador,
e a mim tu voltarás no fim da lida.
Só em mim acharás descanso e Paz.
Eu sou a grande Mãe Universal.
Tua filha, tua noiva e desposada.
A mulher e o ventre que fecundas.S
ou a gleba, a gestação, eu sou o amor.
A ti, ó lavrador, tudo quanto é meu.
Teu arado, tua foice, teu machado.
O berço pequenino de teu filho.
O algodão de tua veste
e o pão de tua casa.
E um dia bem distantea mim tu voltarás.
E no canteiro materno de meu seio
tranqüilo dormirás.
Plantemos a roça.
Lavremos a gleba.
Cuidemos do ninho,
do gado e da tulha.
Fartura teremos
e donos de sítio
felizes seremos.

Cora Coralina

Aquarela feita para Léa



Chovem duas chuvas:
de água e de jasmins
por estes jardins
de flores e de nuvens.

Sobem dois perfumes
por estes jardins:
de terra e jasmins,
de flores e chuvas.

E os jasmins são chuvas
e as chuvas, jasmins,
por estes jardins
de perfume e nuvens.

Cecília Meireles

terça-feira, 14 de julho de 2009

...e mais esta para Léa


"Todo jardim começa com uma história de amor.

Antes que qualquer árvore seja plantada ou um lago construído

é preciso que eles tenham nascido dentro da alma.
Quem não planta jardim por dentro, não planta jardins por fora e nem passeia por eles."

Rubem Alves


Homem Verde

Rascunho de uma imagem que gosto muito, o "homem verde celta"
Ó, não vês aquela estrada estreita
Coberta de urzes e de espinhos?
Pois é a trilha da Honradez;
Poucos perguntam de tais caminhos.
E não vês aquela estrada larga
Que passa pelo campo liso?
Pois é a trilha dos Perversos,
Que chamam de Estrada do Paraíso.
E não vês aquela estrada linda
Que pela escarpa agreste desceu?
Pois leva à bela Terra dos Elfos,
Lá vamos à noite, tu e eu.
Talkien

terça-feira, 30 de junho de 2009

Diário de Bintou - a menina Yorubá





Poema de uma criança africana. Esse poema foi eleito pela ONU como o melhor poema de 2006. Escrito por uma criança africana.
Quando eu nasço, sou preto
Quando eu cresço, sou preto
Quando eu fico no sol, sou preto
Quando eu tenho medo, sou preto
Quando eu estou doente, sou preto
E quando eu morro, continuo sendo preto
E você, cara branco,
Quando você nasce, você é rosa
Quando você cresce, você é branco
Quando você fica no sol, você é vermelho
Quando você fica no frio, você é azul
Quando você tem medo, você é amarelo
Quando você fica doente, você é verde
Quando você morre, você é cinza
E você ainda vem me chamar "de cor"???

domingo, 21 de junho de 2009

Diário de Rafaelle




"Tenho pensamentos que, se pudesse revelá-los e fazê-los viver,acrescentariam nova luminosidade às estrelas, nova beleza ao mundo e maior amor ao coração dos homens."´
Fernando Pessoa


sábado, 6 de junho de 2009

Livro de receitas de Lorena "A Maga"










terça-feira, 19 de maio de 2009

Mais um casal...

Este casal foi criado para atender ao tema "Amor" das 7 virtudes, encomendado por Daniela Dutra para a Sociedade Criativa.

"Eu ando colhendo flores
Para a deusa dos amores,
Que além espera por mim.
Já tenho cravos cheirosos,
Não-me-deixes primorosos
E o branco e puro jasmim.

Tenho violetas dobradas,
Estas cravinas rajadas
E o fragrante mogorim:
Para ornar o ramalhete,
Tenho a sécia, o alfinete
E um galhinho de alecrim.

Só a rosa aqui me falta,
Que só ela me esmalta
Este tão lindo jardim!
Mas também para que rosas!
Se as tem nas faces mimosas
E em seus lábios de cetim!"

Gonçalves de Magalhães



" Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que a minha boca tem pra te dizer!
São talhados em mármore de Paros
Cinzelados por mim pra te oferecer. "

Florbela Espanca

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Sobre Sabedoria e Simplicidade


Maio.
Mais uma primavera que chega para mim nos braços do inverno. E para comemorar mais alguns bem-vindos fios de cabelos brancos, escolhi este texto, que é um dos meus prediletos, escrito por Rubem Alves, que fala com aquela simplicidade mesclada com sabedoria própria de sua mineirice, justamente sobre Sabedoria e Simplicidade – coisas tão raras, mas que (acreditem!) ainda existem.
Dedico este texto à meu marido (Júlio), que me resgatou do mundo da multiplicidade e me ensinou a alegria e a ternura da simplicidade.




"(...)
No crepúsculo, quando a noite se aproxima, o vôo dos pássaros fica diferente. Em nada se parece com o seu vôo pela manhã. Já observaram o vôo das pombas ao fim do dia? Elas voam numa única direção. Voltam para casa, ninho. As aves ao crepúsculo, são simples. Simplicidade é isso: quando o coração busca uma coisa só.
Na multiplicidade nos perdemos: ignoramos o nosso desejo. Movemo-nos fascinados pela sedução das dez mil coisas. Acontece que, como diz o segundo poema do Tao-Te-Ching, “as dez mil coisas aparecem e desaparecem sem cessar”. O caminho da multiplicidade é um caminho sem descanso. Cada ponto de chegada é um ponto de partida. Cada reencontro é uma despedida. É um caminho onde não existe casa ou ninho.
O caminho da ciência e dos saberes é o caminho da multiplicidade. Não há fim para as coisas que podem ser conhecidas e sabidas. O mundo dos saberes é um mundo de somas sem fim. É um caminho sem descanso para a alma. Não há saber diante do qual o coração possa dizer: “Cheguei, finalmente, ao lar”. Saberes não são lar. São, na melhor das hipóteses, tijolos para se construir uma casa. Mas os tijolos, eles mesmo, nada sabem sobre a casa. Os tijolos pertencem à multiplicidade. A casa pertence à simplicidade: uma única coisa.

Diz o Tao-Te-Ching: “Na busca do conhecimento a cada dia se soma uma coisa. Na busca da sabedoria a cada dia se diminui uma coisa.”
Diz T.S.Eliot: “Onde está a sabedoria que perdemos no conhecimento?”
Diz Manoel de Barros: “Quem acumula muita informação perde o condão de adivinhar. Sábio é o que adivinha.”
Sobre a sabedoria Nietzsche diz o seguinte: “A palavra grega que designa o sábio se prende, etimologicamente, a sapio, eu saboreio, sapiens, o degustador, sisyphus, o homem do gosto mais apurado”. A sabedoria é, assim, a arte de degustar, distinguir, discernir.
O homem dos saberes, diante da multiplicidade, “precipita-se sobre tudo o que é possível saber, na cega avidez de querer conhecer a qualquer preço”. Mas o sábio está à procura das “coisas dignas de serem conhecidas”.

Imagine um bufê: sobre a mesa enorme da multiplicidade, uma infinidade de pratos. O homem dos saberes, fascinado pelos pratos, se atira sobre elas: quer comer tudo. O sábio, ao contrário, pára e pergunta ao seu corpo: “De toda essa multiplicidade, qual é o prato que vai lhe dar prazer e alegria?” E assim, depois de meditar, escolhe um...
A sabedoria é a arte de reconhecer e degustar a alegria. Nascemos para a alegria. Não só nós. Diz Bachelard que o universo inteiro tem um destino de felicidade.
O Vinícius escreveu um lindo poema com o título de Resta...

Já velho, tendo andado pelo mundo da multiplicidade ele olha para trás e vê o que restou: o que valeu a pena. “Resta esse coração queimando como um círio numa catedral em ruínas...” “Resta essa capacidade de ternura...” “Resta esse antigo respeito pela noite...” “Resta essa vontade de chorar diante da beleza...”. Vinícius vai, assim, contado as vivências que lhe deram alegria. Foram elas que restaram.
As coisas que restam sobrevivem num lugar da alma que se chama saudade. A saudade é o bolso onde a alma guarda aquilo que ela provou e aprovou. Aprovadas foram as experiências que deram alegria. O que valeu a pena está destinado à eternidade. A saudade é o rosto da eternidade refletido no rio do tempo. É para isso que necessitamos dos deuses, para que o rio do tempo seja circular. Oramos para que aquilo que se perdeu no passado seja devolvido no futuro. Acho que Deus não se incomodaria se nós o chamássemos de Eterno Retorno: pois é só isso que pedimos dele, que as coisas da saudade retornem.

Ando pelas cavernas da minha memória. Há muitas coisas maravilhosas: cenários, lugares, alguns paradisíacos, outros estranhos e curiosos, viagens, eventos que marcaram o tempo da minha vida, encontros com pessoas notáveis. Mas essas memórias, a despeito do seu tamanho, não me fazem nada. Não sinto vontade de chorar. Não sinto vontade de voltar.
Aí eu consulto o meu bolso da saudade. Lá se encontram pedaços do meu corpo, alegrias. Observo atentamente, e nada encontro que tenha brilho no mundo da multiplicidade. São coisas pequenas, que nem foram notadas por outras pessoas: cenas, quadros: um filho menino empinando uma pipa na praia; noite de insônia e medo num quarto escuro, e do meio da escuridão a voz de um filho que diz: “Papai, eu gosto muito de você!”; filha brincando com uma cachorrinha que já morreu (chorei muito por causa dela, a Flora); menino andando a cavalo, antes do nascer do sol, em meio ao campo perfumado de capim-gordura; um velho, fumando cachimbo, contemplando a chuva que cai sobre as plantas e dizendo: “Veja como estão agradecidas!”. Amigos. Memórias de poemas, de estórias, de músicas.

Diz Guimarães Rosa que “felicidade só em raros momentos de distração...” Certo. Ela vem quando não se espera, em lugares que não se imagina. É como o vento: sopra onde quer, não sabes donde vem nem para onde vai...Sabedoria é a arte de provar e degustar a alegria, quando ela vem. Mas só dominam essa arte aqueles que têm a graça da simplicidade. Porque a alegria só mora nas coisas simples."

Rubem Alves - Trecho extraído do livro Concerto para Corpo e Alma – Sobre Simplicidade e Sabedoria

Sonho

ilustração de Rebécca Dautremer

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Chucrute...


...como sempre, pedindo alguma coisa!

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Senhora dos pássaros


"Sonhar é uma imitação do vôo. Só o verso alcança a harmonia que supera os contrários - a condição de sermos terra e a aspiração do eterno etéreo.(...)"

Mia Couto, prefaciando o maravilhoso livro "Poemas da ciência de voar e da engenharia de ser ave" de Eduardo White
Ilustração: Valéria Docampo

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Diários feitos à mão, em papel craft, com personagens criados para Fernando Pessoa e Cecília Meireles






























Diário - Homenagem à Cecília Meireles e Fernando Pessoa






Em carta de 1946 ao amigo poeta e ator Rui Affonso, Cecília dizia querer que a percebessem – “como uma criança antiga que a poesia de São Miguel no Açores nutriu, numa infância de sonho no regaço de uma avó dolorida, heróica e nobremente sentimental”.
Apesar das dolorosas circunstâncias ocorridas na infância de Cecília, ela lembrava sua infância de menina sozinha, que aprendia a cultivar como dons o silêncio e a solidão, como uma época maravilhosa – um fecundo tempo de aprendizado da realidade, o armazenamento de memórias, impressões e sensações que perdurariam, dando-lhe material de sua imensa obra (“Grande aula, a do silêncio”).
Em poesia, sintetizava:

‘É mal de família ser de areia, de água, de ilha”

Pessoa me fascina há tempos...através da expressão poética de sua luta interior, ao qual chamava "A Noite Escura da Alma" e depois ao se encontrar através do conhecimento teosófico, ele me encantou quando li seu prefácio na obra de Helena Blavatsk - A Voz do Silêncio.

Há dois anos, depois de já trabalhar com o personagem menina de Cora "Aninha", havia criado também os personagens meninos de Cecília Meireles e Fernando Pessoa, mas que ficaram engavetados este tempo todo, talvez respirando um pouco da solidão dos poetas no fundo de minha gaveta, até que me deparei com este desejo de Cecília de ser vista como uma “criança antiga”.
Então chegou a hora, pois sinto que eles me pedem para respirar novos ares e através desta ponte, eles nunca mais serão sós...






quinta-feira, 26 de março de 2009

O Louco à luz de um poema de Cecília Meirelles



Nasce da sombra o dançarino,

de um ovo de seda e mistério.

E seu perfil é transparente,

e sua carne é a de um inseto.


Eu o amo como às borboletas,

à asa das libélulas - e erro

no seu mundo sem solo, reino,

que se vai tornando sidéreo.


Suas tênues mãos nada tocam,

e olha entre verdes águas, cego.

Cada posição de seu corpo

é um símbolo instantâneo e hermético.


Toma nos lábios o silêncio

e é um peixe bebendo o mar, quieto.

Gira, e súbito se divide,

como espelho que cai de um prego.

RETRATO NATURAL (1949), por Cecília Meireles.

THE FOOL - Aleister Crowley Thoth Tarot, por Frieda Harris.

sábado, 21 de março de 2009



Não basta abrir a janela

Para ver os campos e o rio.

Não é bastante não ser cego.

Para ver as árvores e as flores.

É preciso também não ter filosofia nenhuma.

Com filosofia não há árvores: há idéias apenas.

Há só cada um de nós, como uma cave.

Há só uma janela fechada, e todo o mundo lá fora;

E um sonho do que se poderia ver se a janela se abrisse,

Que nunca é o que se vê quando se abre a janela.


Fernando Pessoa - heterônimo Alberto Caeiro
Pintura de Matisse - Janela Aberta

segunda-feira, 16 de março de 2009

Era uma vez...O Gato e o Escuro (Mia Couto)

Vejam, meus filhos, o gatinho preto, sentado no cimo desta história. Pois ele nem sempre foi dessa cor.
Conta a mãe dele que, antes, tinha sido amarelo, às malhas e às pintas. Todos lhe chamavam o Pintalgato.
Diz-se que ficou desta aparência, em totalidade negra, por motivo de um susto.
Vou aqui contar como aconteceu essa trespassagem de claro para escuro.
O caso, vos digo, não é nada claro. Aconteceu assim:
o gatinho gostava de passear-se nessa linha onde o dia faz fronteira com a noite.
Faz de conta o pôr do Sol fosse um muro. Faz mais de conta ainda os pés felpudos pisassem o poente.
A mãe se afligia e pedia:
- Nunca atravesse a luz para o lado de lá.Essa era a aflição dela, que o seu menino passasse além do pôr de algum Sol. O filho dizia que sim, acenava consentindo.
Mas fingia obediência.
Porque o Pintalgato chegava ao poente e espreitava o lado de lá. Namoriscando o proibido, seus olhos pirilampiscavam.
Certa vez, inspirou coragem e passou uma perna para o lado de lá, onde a noite se enrosca a dormir.
Foi ganhando mais confiança e, de cada vez, se adentrou um bocadinho.
Até que a metade completa dele já passara a fronteira, para além do limite.
Quando regressava de sua desobediência, olhou as patas dianteiras e se assustou.
Estavam pretas, mais que breu.
Escondeu-se num canto, mais enrolado que o pangolim. Não queria ser visto em flagrante escuridão.
Mesmo assim, no dia seguinte, ele insistiu na brincadeira. E passou mesmo todo inteiro para o lado de além da claridade. À medida que avançava seu coração tiquetaqueava. Temia o castigo. Fechou os olhos e andou assim, sobrancelhado, noite adentro. Andou, andou, atravessando a imensa noitidão.
Só quando desaguou na outra margem do tempo ele ousou despersianar os olhos. Olhou o corpo e viu que já nem a si se via. Que aconteceu? Virara cego? Por que razão o mundo se embrulhava num pano preto?
Chorou.Chorou.E chorou.
Pensava que nunca mais regressaria ao seu original formato. Foi então que ouviu uma voz dizendo:
- Não chore, gatinho.- Quem é?- Sou eu, o escuro. Eu é que devia chorar porque olho tudo e não vejo nada.
Sim, o escuro, coitado. Que vida a dele, sempre afastado da luz!
Não era de sentir pena? Por exemplo, ele se entristecia de não enxergar os lindos olhos do bichano. Nem os seus mesmo ele distinguia, olhos pretos em corpo negro. Nada, nem a cauda nem o arco tenso das costas. Nada sobrava de sua anterior gateza.
E o escuro, triste, desabou em lágrimas.
Estava-se naquele desfile de queixas quando se aproximou uma grande gata. Era mãe do gato desobediente. O gatinho Pintalgato se arredou, receoso que a mãe lhe trouxesse um castigo. Mas a mãe estava ocupada em consolar o escuro. E lhe disse:
- Pois eu dou licença a teus olhos: fiquem verdes, tão verdes que amarelos.
E os olhos do escuro de amarelaram. E se viram escorrer, enxofrinhas, duas lagriminhas amarelas em fundo preto. O escuro ainda chorava:
- Sou feio. Não há quem goste de mim.
- Mentira, você é lindo. Tanto como os outros.
- Então porque não figuro nem no arco-íris?
- Você figura no meu arco-íris.
- Os meninos têm medo de mim. Todos têm medo do escuro.
- Os meninos não sabem que o escuro só existe é dentro de nós.
- Não entendo, Dona Gata.
- Dentro de cada um há o seu escuro. E nesse escuro só mora quem lá inventamos. Agora me entende?
- Não estou claro, Dona Gata.
- Não é você que mete medo. Somos nós que enchemos o escuro com nosso medos.
A mãe gata sorriu bondades, ronronou ternuras, esfregou carinho no corpo do escuro. E foram carícias que ela lhe dedicou, muitas e tantas que o escuro adormeceu. Quando despertou viu que as suas costas estavam das cores todas da luz. Metade do seu corpo brilhava, arco-iriscando. Afinal? O espanto ainda o abraçava quando escutou a voz da gata grande:
- Você quer ser meu filho?
O escuro se encolheu, ataratonto. Filho? Mas ele nem chegava a ser coisa alguma, nem sequer antecoisa.
- Como posso ser seu filho se eu nem sou gato?
- E quem lhe disse que não é?
E o escuro sacudiu o corpo e sentiu a cauda, serpenteando o espaço. Esticou a perna e viu brilhar as unhas, disparadas como repentinas lâminas. O Pintalgato até se arrepiou, vendo um irmão tão recente.
- Mas, mãe: sou irmão disso aí?
- Duvida, Pintalgatito? Pois vou-lhe provar que sou mãe dos dois. Olhe bem para os meus olhos e verá.
Pintalgato fitou o fundo dos olhos da sua mãe, como se se debruçasse num poço escuro. De rompante, quase se derrubou, lhe surgiu como que um relâmpago atravessando a noite.
Pintalgato acordou, todo estremolhado, e viu que, afinal, tudo tinha sido um sonho. Chamou pela mãe. Ela se aproximou e ele notou seus olhos, viu uma estranheza nunca antes reparada. Quando olhava o escuro, a mãe ficava com os olhos pretos. Pareciam encheram de escuro. Como se engravidassem de breu, a abarrotar de pupilas.
Ante a luz, porém, seus olhos todos se amarelavam, claros e luminosos, salvo uma estreitinha fenda preta.
Então, o gatinho Pintalgato espreitou nessa fenda escura como se vislumbrasse o abismo. Por detrás dessa fenda o que é que ele viu? Adivinham? Pois ele viu um gato preto, enroscado do outro lado do mundo.
Foto: Caramelo

quinta-feira, 12 de março de 2009

O famoso Beco do Quebra-Bunda-MA

Há alguns meses tivemos a grata surpresa de receber este presente de nossa caríssima amiga, vindo de São Luiz do Maranhão. Adorei é claro!

Procurei algumas curiosidades sobre esta rua e encontrei um pouquinho mais de nomes engraçados e irreverentes que existem nesta terrinha - que um dia hei de conhecer!

E voilà...


"Além de ficar com um leve torcicolo de tanto admirar as construções do Centro Histórico, fique atento aos nomes ou antigos nomes das ruas da cidade. Imagine-se no:

Beco da bosta - Calma! Hoje o local se chama Travessa 28 de setembro.

Ali é um beco estreito por onde transitavam escravos carregando os tonéis de excremento das famílias para jogá-los na maré.
Rua do Veado - Hoje Rua Barão de Itapay.

Um prefeito tentou trazer o nome de volta à rua e viu surgir na esquina uma placa escrita por moradores "rua do prefeito"!
Beco do Quebra-bunda, Montanha Russa ou Rua da Inveja são outras das tantas curiosas ruas desta capital."

Bjim Luciana!




quinta-feira, 5 de março de 2009

Banho de Cheiro de Luciana Onofre





Um presente para minha amiga Luciana



quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009




"Passa uma borboleta por diante de mim

E pela primeira vez no Universo eu reparo

Que as borboletas não têm perfume cor nem movimento,

Assim como as flores não têm perfume nem cor.

A cor é que tem cor nas asas da borboleta,

No movimento da borboleta o movimento é que se move,

O perfume é que tem perfume no perfume da flor.

A borboleta é apenas borboleta

E a flor é apenas flor."

Fernando Pessoa

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Prêmio al Blog Amigo

Recebemos mais um mimo da querida amiga Luciana http://sementeperegrina.blogspot.com/
Obrigada pelo carinho!!

Prêmio Dardos


Fico lisonjeada pela indicação de nosso blog ao Prêmio Dardos. Indicação de nossa querida amiga Luciana Onofre http://criancapaga.blogspot.com/

O que é o Prêmio Dardos?

"Com o Prêmio Dardos reconhecem-se os valores que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, éticos,literários, pessoais, etc. que, em suma, demonstram a sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre as suas letras, entre as suas palavras. Esses selos foram criados com a intenção de promover a confraternização entre os blogueiros, uma forma de demonstrar carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web.”

E como regra, indico os blogs amigos de seres que sonham com um mundo mais culto, fraternal, verdadeiro e rico.

Atendendo as etapas:

1. Aceitar exibir a distinta imagem do Selo e cumprir as regras.

2. Linkar o blog do qual recebeu o prémio.

3. Escolher pelo menos 15 blogs para entregar o Prêmio Dardos.

Abaixo:

http://www.aartedolivro.blogspot.com/

http://www.sementeperegrina.blogspot.com/

http://www.artesanatopagao.ning.com/

http://www.espinhodepequi.blogspot.com/

http://www.ordemdospoetas.blogspot.com/

http://www.terrapaganus.ning.com/

http://www.universoecofeminino.blogspot.com/

http://www.stregheriapratica.blogspot.com/

http://www.artesanatopagao.ning.com/

http://www.tridhea.blogspot.com/

http://www.cabelodeaxe.blogspot.com/

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009


"Procuro despirme-me do que aprendi.

Procuro esquecer-me do modo de lembrar que me ensinaram,

e raspar a tinta com que me pintaram os sentidos.

Desencaixotar minhas emoções verdadeiras,

Desembrulhar-me e ser eu, não Alberto Caeiro,

mas um animal humano que a natureza produziu.

Mas isso (triste de nós que trazemos a alma vestida!)

isso exige um estudo profundo,

uma aprendizagem de desaprender..."

Fernando Pessoa


domingo, 25 de janeiro de 2009

O sonho



"Fortaleci-me através do enfrentamento dos meus medos,
Fortaleci-me através dos meus amigos,
Fortaleci-me através dos meus erros,
Fortaleci-me através da assunção de posições,
Fortaleci-me através de sonhos."

Starhawk

meus pequeninos...


...um pouco mais de "Ouro"


este diário artesanal feito com capa de couro, acompanhou este Golden (opcional).
Confeccionado por meu talentoso Júlio César

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Mais um título: Thoth Tarot




"Thoth Tarot" de Crowley. Mais um titulo de Tarot com reprodução totalmente artesanal. Baralho ilustrado com aquarela, crayon e nankin, com douração lateral. Acompanha uma caixa de madeira e um livro para anotações.




domingo, 28 de setembro de 2008

A magia das pequenas coisas




rodeada de encantos...





segunda-feira, 14 de abril de 2008



Saudade

Magoa-me a saudade
do sobressalto dos corpos
ferindo-se de ternura
sói-me a distante lembrança
do teu vestido caindo aos nossos pés

Magoa-me a saudade
do tempo em que te habitava
como o sal ocupa o mar
como a luz recolhendo-se
nas pupilas desatentas

Seja eu de novo a tua sombra, teu desejo,
tua noite sem remédio
tua virtude, tua carência
eu
que longe de ti sou fraco
eu
que já fui água, seiva vegetal
sou agora gota trémula, raiz exposta

Traz de novo, meu amor,
a transparência da água
dá ocupação à minha ternura vadia
mergulha os teus dedos
no feitiço do meu peito
e espanta na gruta funda de mim
os animais que atormentam o meu sono

Mia Couto

Fada

Tua figura suave
delicada
nem parece que vive, parece bordada,
- como a boneca de seda de um desenho
de uma antiga almofada
que eu tenho...
Teus gestos, teus embaraços
fazem lembrar finos traços
de uma filigrana,
e tão frágeis me parecem, tuas mãos, teus braços,
que nem sei se és de carne ou se és de porcelana...
Bonequinha de louça
linda moça,
tua alma é um fio de seda, estou bem certo,
e a minha imaginação
criou para o teu destino uma lenda encantada:
- jura que tu fugiste de algum livro
e que eras a ilustração
de uma história de fada !
( Poema de JG de Araujo Jorge extraído do livro"Os Mais Belos Poemas Que O Amor Inspirou"Vol. I - 1a edição 1965 )



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O Tarot Of The Master

O Tarô de Giovanni Vacchetta é um produto raro por ser fora de edição. É um baralho de origem italiana e foi criado em 1893 pelo designer Giovanni Vacchetta em Turim. A versão original era em preto e branco, sendo impresso em edição limitada, posteriormente foi colorido por Osvaldo Menegazzi em 2.001, cujas vendas estão esgotadas e em 2.002 a editora Lo Scarabeo decidiu reeditar o baralho, contratando Michela Gaudenzi para colori-lo (edição limita de 1.500 cópias). Esgotado conforme página da Tarot Garden.
A Lo Scarabeo não possue direitos sobre estes desenhos, uma vez que são de domínio público por terem sido editadas há mais de 100 anos.
A pintura abaixo é de minha autoria.
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sábado, 22 de março de 2008

Tarô Giovanni Vacchetta
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terça-feira, 18 de março de 2008

"Eis o que eu aprendi nesses vales onde se afundam os poentes: afinal, tudo são luzes e a gente se acende é nos outros. A vida é um fogo, nós somos suas breves incandescências"
Mia Couto
pôr-do-sol no quintal, depois de muita chuva...Posted by Picasa
nosso café torrado no fogão à lenha, construido só para essas pequenas coisas boas da vida...
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Diário feito pelas mãos de meu talentoso amor e que podem ser vistos aqui...
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Miniaturas

...e estas miniaturas também!
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"Rio vermelho - meu rio
Rio que atravessei um dia,
há cem anos.
(Altas horas. Mortas horas)
Em busca de meu destino."
Cora Coralina

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Gaton


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segunda-feira, 17 de março de 2008


Meu gatão querido
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" (...)

Lua,
que veste a cidade de
branco e tece,
rendado de marafunda, na sombra das
cajazeiras."

'Aninha' Cora Coralina
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